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» » » » » » Governo eleva de 1,2% para 1,6% projeção de alta do PIB em 2017

Estimativa oficial da equipe econômica está acima da prevista pelo mercado.
Nova projeção vai constar de proposta do Orçamento para o ano que vem


O governo revisou de 1,2% para 1,6% a sua estimativa para o crescimento oficial do Produto Interno Bruto (PIB) em 2017. Essa expectativa constará no proposta de orçamento federal para o ano que vem, que será encaminhada ao Congresso até o final deste mês.
O anúncio foi feito pelo secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Carlos Hamilton. De acordo com ele, a antecipação da divulgação visa conferir "transparência" à política econômica e, também, "melhorar o diálogo com a sociedade".
Normalmente, o governo torna pública sua estimativa para o PIB juntamente com a proposta de orçamento, ou nos relatórios bimestrais de acompanhamento.
"A atividade econômica terá um desempenho muito melhor no segundo semestre deste ano, do que no primeiro. No cenário base, teremos já crescimento do PIB no quarto trimestre [de 2016], na comparação com o terceiro. Uma taxa positiva. Não descartaria a hipótese de que isso ocorra no terceiro trimestre", disse Hamilton, acrescentando, porém, que esse alta no terceiro trimestre ainda não consta nas previsões oficiais do governo.
O PIB é a soma de todos os bens e serviços feitos em território brasileiro, independentemente da nacionalidade de quem os produz, e serve para medir o comportamento da economia brasileira.
O governo também anunciou nesta quarta a revisão da sua estimativa para a queda do PIB em 2016, de 3,1% para 3%.
Mais otimista que o mercado
A nova expectativa do governo para o crescimento do PIB do ano que vem está acima daquela feita pelo mercado financeiro. Na semana passada, os economistas dos bancos estimaram um crescimento de 1,1% para a economia brasileira em 2017, segundo levantamento conduzido pelo Banco Central.

Questionado se o governo não estaria sendo irrealista, uma vez que sua estimativa de alta do PIB de 2017 está distante da projeção do mercado financeiro, Hamilton, do Ministério da Fazenda, afirmou estar “convicto” que a nova estimativa é “bastante realista”.
“Estamos bastante convictos que a nossa projeção é bastante realista. Há instituições privadas que projetam uma taxa de crescimento bem maior do que essa para o ano que vem. Estamos bastante confortáveis com essa projeção de 1,6%”, disse ele.
O previsão mais otimista para o PIB em 2017 ajudará o governo a fechar as suas contas. Isso porque, com uma expansão maior da economia, a previsão de receitas com impostos também subirá em relação ao estimado anteriormente.
Para o próximo ano, o governo já propôs que seus gastos superem a arrecadação com impostos, sem contar os juros da dívida pública, em até R$ 139 bilhões - o segundo maior rombo fiscal da série histórica, que começa em 1997. Essa meta ainda terá que ser aprovada pelo Congresso.

Em junho, o governo informou que, para cumprir a meta fiscal de 2017, terá que fazer um “esforço arrecadatório” de R$ 55,4 bilhões. Para chegar a esse resultado, o governo informou que pretende vender ativos, como empresas públicas, e obter receitas com concessões. Entretanto, não foi descartada a possibilidade de subir tributos.

A previsão de uma alta maior do PIB no próximo ano diminuirá a necessidade de o governo vender ativos, ou fazer concessões de serviços públicos, para atingir a meta de déficit primário (despesas maiores do que receitas, sem contar juros da dívida pública).
Inflação em 2017
O secretário de Política Econômica doMinistério da Fazenda também informou que o governo manteve em 4,8% a sua estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial. Essa é a mesma previsão anunciada em junho deste ano.

Com isso, a estimativa oficial do governo para o comportamento da inflação no próximo ano permanece abaixo do teto de 6% fixado para 2017 - mas ainda longe do objetivo central de 4,5% para o IPCA no período.
A previsão do governo continua acima do valor projetado pelo mercado financeiro. De acordo com levantamento feito na semana passada pelo BC com os analistas dos bancos, o IPCA deverá ficar em 5,14% em 2017.
O BC tem informado que buscará "circunscrever" o IPCA aos limites estabelecidos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em 2016 (ou seja, trazer a taxa para até 6,5%), e também fazer convergir a inflação para a meta de 4,5%, em 2017.
Inflação neste ano
Para a inflação deste ano, o Ministério da Fazenda informou que foi mantida a previsão de 7,2% - mesmo valor estimado em junho. Com isso, o governo segue projetando que o IPCA ficará acima do teto do sistema de metas de inflação pelo segundo ano seguido. Em 2015, somou 10,67%, ficando acima do teto de 6,5%.

Segundo o secretário Carlos Hamilton, como a inflação deste ano servirá de base para corrigir os valores das despesas do ano que vem – utilizando a sistemática, ainda não aprovada pelo Congresso Nacional – da PEC do teto de gastos públicos, os gastos totais não deverão ser reajustados acima de 6,7% no ano que vem.

Alexandro MartelloDo G1, em Brasília

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