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» » » » » » » Após título linear, Aldo pede revanche com McGregor "até no peso-pesado"

Lutador da Nova União espera lutar até fevereiro com vencedor de Pettis x Holloway, mas já mira irlandês: "(Pode ser) até nos 100kg, não importa onde seja. É o justo"
Após derrota no UFC 194 para McGregor, José Aldo espera por revanche em breve (Foto: Evelyn Rodrigues)

Com a serenidade de quem já sabia há muito tempo que seria efetivado o campeão linear do peso-pena, o brasileiro José Aldo recebeu de forma tranquila a notícia do último sábado, quando o UFC o oficializou dono do cinturão que antes tinha interinamente, e que era do irlandês Conor McGregor, agora apenas campeão dos leves. Ao longo da entrevista ao Combate.com, Aldo ressaltou que o fato não muda em nada seu desejo de se aposentar, apesar de ciente de que precisará cumprir seu contrato com outras lutas (assista ao vídeo acima).
Apesar de admitir o desejo de buscar outros objetivos profissionais, Aldo também reforça que segue motivado a lutar, e aposta na melhor fase de Max Holloway para enfrentar Anthony Pettis pelo título interino. Por outro lado, vê um duelo com “Showtime” mais atrativo financeiramente. 
E, como não poderia ser diferente, o assunto “Conor McGregor” segue em pauta. O brasileiro, que perdeu para o irlandês em dezembro de 2015, com apenas 13 segundos de luta, não tirou a revanche da lista de desejos, nem que ela aconteça no peso-pesado.
José Aldo, UFC 200, MMA (Foto: Evelyn Rodrigues)José Aldo foi efetivado o campeão linear do peso-pena pelo UFC (Foto: Evelyn Rodrigues)

Como recebeu a notícia do título linear do peso-pena?
- Primeiramente, nunca saiu de mim (o cinturão), sempre fui o campeão e sempre vou ser o campeão. Enquanto estiver no peso-pena, não importa o que aconteça vou sempre continuar sendo o campeão. Então para mim isso já era uma coisa certa. Desde o momento em que perdi, já sabia no outro dia que o cinturão era meu de novo, só era questão de tempo. Lógico que não da maneira que eu queria, mas fico muito feliz porque sei que sou o campeão.
Como foi o processo até receber essa notícia?
- (O UFC) já tinha avisado para a gente bem antes que isso ia acontecer, e pediu para a gente ficar segurando para quando soltassem e aí sim a gente podia falar. Fiquei bem tranquilo, já sabia que o cinturão era meu. Fiquei só esperando eles oficializarem.
Isso mudou algo sobre seu desejo de aposentadoria?
- Eles já tinham falado para eu esperar até novembro, mas eu já tinha outros planos na minha vida, queria seguir outros caminhos e (o título linear) não influenciou em nada na conversa que tive com ele (Dana White), sobre aposentadoria ou qualquer outra coisa. Isso era normal, eu já era campeão interino pelo fato de que não tive a revanche imediata, mas a partir do momento que lutasse pelo título ia conseguir de novo, isso já era certo. Na conversa que tive queria seguir outra coisa, e tenho isso em mente ainda. Acho que só vou retardar um pouco, mas se Deus quiser já já a gente vai conseguir.
Já sabia que o cinturão era meu. Fiquei só esperando eles oficializarem
José Aldo
 Ter o cinturão te motiva ainda mais?
- Sempre estou muito motivado, essa é a minha vida. Falei que se um dia saísse do UFC, se voltasse para o MMA queria estar dentro do UFC porque sou o melhor do mundo, e o melhor do mundo é o UFC, então tinha que estar lá dentro e sempre motivado. Essa é a minha vida, não tem como fugir e querer outra coisa. Então estou muito motivado sim. Lógico que tenho umas lutas a cumprir no contrato, mas quero me testar em outras coisas também, em que acho que posso me dar bem também.
Como vê a luta pelo título interino do peso-pena, entre Anthony Pettis e Max Holloway?
- Sei o que está acontecendo, sei a necessidade do evento e porquê essa luta pelo título interino está acontecendo, isso para mim não tem problema nenhum. Agora, José Aldo como fã (do esporte) acho que não tem cabimento, fica uma coisa meio que sem lógica. Mas para mim não vejo problema nenhum, o objetivo que tinha em mente desde a minha derrota era reconquistar o título e consegui. Estou bem tranquilo quanto a isso, então primeiro quero fazer a primeira defesa e depois botar minhas garrinhas para o lado de fora de novo.
O que espera dessa luta?
- São dois grandes lutadores, o Pettis tem um grande nome, foi campeão no peso-leve, mas acho que o Holloway vem numa sequência melhor, passando por uma boa fase. Acho que está mais para o Holloway, mas luta é 50 a 50. Não tenho problema nenhum (em enfrentar qualquer um dos dois), mas lógico que se fosse escolher alguém lutaria com Pettis, acho que a gente já tem uma promoção muito grande nessa luta, é muito mais dinheiro que vai envolver do que com o Holloway, que está começando ainda.
José Aldo x Frankie Edgar UFC 200 (Foto: Getty Images)Aldo venceu Frankie Edgar no UFC 200, quando conseguiu o título interino dos penas (Foto: Getty Images)

Viu as provocações do Holloway a você?
- Soube sim (...). Ele queria ter uma chance pelo título e estava muito distante disso, ele estava tentando conseguir falando. Ele pode falar à vontade, no dia que a gente estiver frente a frente ele vai ver.
Quando gostaria de voltar a lutar?
- Eu já vinha treinando, mesmo com tudo o que vinha acontecendo. Já estava treinando e ajudando os meus amigos aqui (na Nova União). E agora a gente já está se programando para lutar no futuro. Acho que em fevereiro, no máximo, já vou estar lutando. Não quero esperar muito porque já tem muito tempo que lutei. Não quero ficar muito tempo sem lutar.
O Conor ainda não se pronunciou sobre a perda do cinturão.
- Isso era uma coisa que ia acontecer, não tem como. Ele mesmo já tinha falado isso, mas como ele é um baralho, tem duas caras, ele sempre procura levar vantagem em tudo. Ele já sabia que isso ia acontecer, porque nos bastidores acontecem muitas coisas e a gente sabe de tudo o que está acontecendo. Isso era um fato que ia acontecer e a gente sabia que ele ia largar o cinturão. Lógico, ou o meu ou o do peso-leve. Acho que é uma luta muito difícil para ele, tanto no peso-leve com o Khabib quanto a revanche comigo. Então ele preferiu soltar o meu. Mas primeiramente quero fazer uma defesa e depois quero buscar uma luta com ele. Assim como o Dana falou, que a gente pode escolher com quem quer lutar, então eu quero lutar com ele. É isso o que vai acontecer.
Pode ser até no leve também?
- Até 100kg, não importa onde seja. (Pode ser) no peso-pesado, onde estiver. Acho que isso é o justo, tem que acontecer, então vou atrás disso.
UFC 194 Aldo x McGregor pesagem  (Foto: Evelyn Rodrigues)Após derrota no UFC 194 para McGregor, José Aldo espera por revanche em breve (Foto: Evelyn Rodrigues)
Saiu na mídia que ele poderia até tentar um terceiro cinturão nos meio-médios. O que achou?
- Acho uma coisa horrível. Acho que a gente tem exemplos. Acho que o UFC parou de fazer essas loucuras. Não é à toa que tive que fazer um título interino sendo campeão durante anos. Agora aconteceu de o Khabib assinar contrato e não lutar pelo título. Agora ele está buscando alguma coisa no peso de 77kg, onde o Demian já está numa fila grande, onde que o outro menino (Thompson) fez uma luta muito parelha, poderia acontecer uma revanche com os dois. Isso não pode acontecer, então vamos ver. Primeiramente, o UFC tem que botar a mão na cabeça e ver o que eles realmente querem, porque acho que não pode girar tudo em torno de um. Tem vários lutadores que merecem, que conquistaram o objetivo de conquistar um título, de ser campeão e estão sendo impedidos por isso.
Quem é esse Aldo, novo campeão?
- É um Aldo mais experiente. O Aldo lá de trás tinha muita fome de vitórias, então queria conquistar o mundo, e conquistou. Hoje em dia é um lutador muito mais tranquilo, muito mais experiente. Tenho vários objetivos pessoais que quero buscar e, lógico, profissionais. Acho que já escrevi o nome na história do peso-pena. Eu era o único até então. Mas eu vou continuar sendo o único, porque, meu irmão, para me tirar dali vai ser difícil.
E o cinturão, estava em algum lugar?
- Nunca saiu lá de casa. Sempre esteve na minha parede, e eu sempre levo outro porque ele nunca saiu de mim. Ele só deu um tempo, foi dar uma volta. A gente teve uma “DRzinha” mas ele já está comigo, colado de novo.
Por Rio de Janeiro

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