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» » » » » LUTO pela educação em seu sentido dúbio-Professora de Bodocó-PE explica em Nota enviada ao Blog Davi Diniz

Professora da rede estadual, Arlene Pereira Galvão envia nota ao Blog Davi Diniz, falando sobre o sentido da palavra "Luto", acerca da educação. 


Graças à Semântica e à Pragmática, é possível explicar certos empregos vocabulares da língua.
Como assim, por exemplo?
Simples. Tomemos como exemplo a palavra LUTO (não apenas como um verbete do léxico).
LUTO, enquanto substantivo, a semântica designa como sendo sentimento pela perda de um ente, querido, tristeza profunda, pesar.
LUTO, enquanto verbo, assume uma outra nuance semântica: passa a ser o empenho, o esforço para conseguir ou conquistar algo; é também oposição à ação ditatorial de representantes do povo, entre outras e outras definições.
Por assim ser, no contexto de uma situação em que uma classe é desrespeitada e desvalorizada é possível, sim, usar o verbete LUTO em ambos os sentidos. E, nesse direcionamento, faço uso da pragmática para explicar que, a partir da retirada de um direito adquirido, ocasionando uma perda, posso enlutar-me e dizer: ESTOU DE LUTO pela perda, não de alguém, mas de algo que (como toda perda) irá me fazer muita falta. Estou de luto pela dignidade que me tomam à força. Estou de luto pela desvalorização do meu trabalho.
Portanto, afirmo e reafirmo:
ESTOU DE LUTO. DE LUTO PELA EDUCAÇÃO. E LUTO PELA EDUCAÇÃO
LUTO por uma causa, em defesa de uma classe, da qual faço parte. Não sou professora da rede pública municipal, mas sou professora.
E como professora, e independente de quem seja o meu empregador, não acho justo sermos negligenciados por nossos representantes políticos e, principalmente, sermos desvalorizados por quem a nós deve sua formação sociopolítica e profissional.
Injustas mesmo são as pessoas que, em detrimento de política partidária, esquecem que a luta de uma categoria implica em uma luta conjunta, que envolve também a quem critica, pois os resultados beneficiarão (ou não) a toda a categoria.
Os profissionais da educação – aqueles que formam e transformam seres humanos, que realmente os humanizam – merecem respeito!
Ah! Há quem diga: mais uma politiqueira! (rindo rios de risos aqui). Ora, ora, ora! Sou politiqueira, sim! Sem fazer disso uma politicalha!  Afinal, sou cidadã (e consciente)
Se defender o direito de minha classe é ser politiqueira, o sou com muito orgulho! Não estou aqui defendendo apenas os que partilham comigo do mesmo direcionamento político. Defendo o meu direito (e o de todos) de ser professora, de ser valorizada pelo meu trabalho, de poder ter tempo para dedicar-me aos meus, de não ter que sufocar meus fins de semana com atividades escolares porque tenho que acumular cargas horárias para suprir minhas necessidades básicas e de minha família.
Pergunto, pois:  Isso é justo?
Desde quando a Lei – essa que o homem cria e por isso mesmo nela manda e desmanda – tem sido justa com as pessoas que trabalham honestamente?
Como assim?  

Vamos falar sério! (A Educação não é brincadeira, para ser motivo de chacota e ironias insanas).

Arlene Pereira Galvão-Professora da rede pública do estado

Exclusiva do Blog Davi Diniz

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