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» » » Power Rangers retomam a nostalgia dos super-heróis da infância

Filme em cartaz no cinema presta tributo a quem cresceu na frente da TV na década de 1990


Heróis voltam à ação para lutar contra alienígenas. Foto: YouTube/Reprodução

Mastodonte, pterodáctilo, triceratopos, tigre-dente-de-sabre, tiranossauro. Para quem cresceu na década de 1990, esses nomes iam muito além da aula de história natural. A cada manhã, na faixa infantil da TV, eles eram invocados em sequência por cinco jovens que se transformavam nos Power Rangers. Era a "hora de morfar". Com temática que misturava super-heróis, artes marciais, dinossauros, monstros do mal, extraterrestres, robôs gigantes e uma boa dose de humor pastelão, os personagens viraram febre. Mais de 20 anos depois, voltam aos cinemas com a adaptação da primeira temporada do seriado.


Os trailers já fizeram do filme um dos mais aguardados de 2017. Os trajes coloridos, o robô Megazord, o android Alpha, o espectro Zordon e a vilã intergalática Rita Repulsa causaram frenesi. Produzido pela Lionsgate, sob direção do jovem Dean Israelite, cuja filmografia ainda não apresenta títulos muito conhecidos, o longa se concentra na gênese da história. A maior parte da trama mostra como cinco jovens da Alameda dos Anjos se tornam amigos e são escolhidos por Zordon para combater o mal. A origem do próprio Zordon e da antagonista Rita Repulsa, que desperta depois de uma hibernação de milhões de anos para destruir a Terra, também é revelada.

É como se fosse a versão estendida do episódio de estreia da primeira temporada de Might Morphin Power Rangers, lançada nos EUA em 1993. Dois anos depois, a série norte-americana, inspirada na franquia japonesa Super Sentai, chegou à TV aberta brasileira pela Globo. Na atração, os protagonistas Jason, Billy, Kimberly, Trini e Zack já começavam amigos - rapidamente, foram escolhidos para assumir as identidades dos rangers Vermelho, Azul, Rosa, Amarelo e Preto, respectivamente.
Se, na televisão, os jovens heróis eram populares na escola e bem resolvidos na vida, no lançamento que agora chega à telona ocorre o contrário. 

São cinco excluídos, envolvidos com algum tipo de delito ou problema familiar. Jason (Dacre Montgomery) tinha tudo para se tornar astro do futebol americano, mas se envolve em um crime de trânsito. Trini (Cecky G) é lésbica e reprimida pela família, enquanto Kimberly (Naomi Scott) foi condenada por agredir o ex-namorado e “vazar” fotos íntimas de uma amiga que estaria se relacionando com ele. Órfão do pai, Billy (R.J. Cyler) é um nerd perseguido na escola e Zack (Ludi Lin) tem de cuidar da mãe gravemente doente.

O destino deles se cruza e, por acaso, descobrem as moedas do poder, conhecem Alpha e Zordon escondidos em uma mina de ouro e recebem a missão de proteger o planeta. Para se tornar heróis, devem treinar e, em grupo, superar os problemas pessoais para conseguir "morfar", ou seja, transformarem-se em rangers. 

Com mais recursos tecnológicos do que há 25 anos, as novas aventuras dos Power Rangers passam longe da simplicidade rudimentar de figurinos e efeitos - marca registrada das primeiras versões da série. Além disso, o humor infantilizado que se via na TV, especialmente nas figuras dos punks trapalhões Bulk e Skull, é deixado de lado, assim como esses personagens, que nem sequer aparecem. Mas tiradas engraçadinhas e piadas envolvendo outros filmes e assuntos contemporâneos, no estilo Universo Marvel, dão um novo tom à saga. 

Por: Pedro Galvão - Estado de Minas - Estado de Minas

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