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» » » » » » » » » » » Maior frente de oposição pós Eduardo Campos é formada

Lideranças políticas que vão enfrentar Paulo Câmara enfatizaram que, nem em 2006, tantas pessoas se uniram contra um governo como agora
 
Evento da oposição lotou o espaço de festa do Arcádia, no Recife Antigo. O próximo será realizado em Petrolina, reduto de FBC
Tinha gente sentada no chão, em pé, nos degraus do palco. O espaço de festa do Arcádia, no Paço Alfândega, no Recife, ficou pequeno, ontem, durante o maior evento realizado pela oposição contra o governo Paulo Câmara (PSB), faltando mais de dez meses para as eleições. Os candidatos ao Palácio das Princesas e ao Senado do grupo procuraram mostrar unidade para quebrar o discurso de divisão lançado contra eles – pregado pelo PSB. Os depoimentos foram centrados nos índices negativos da gestão socialista e no futuro de Pernambuco pós-Eduardo Campos (PSB), que faleceu em 2014. Todos os presentes enfatizaram que a gestão de Paulo Câmara não representa mais nada do seu antecessor. Trataram o governo adversário como “um apagão” e bateram na tecla de que, por conta da “ineficiência” e “incapacidade” de juntar, nunca mais se viu no estado uma frente de oposição com tantos partidos como agora (são oito legendas). 

O evento foi planejado para não gerar ciumeiras, dando espaço inclusive às poucas mulheres que ocupam cargos expressivos na política, como Raquel Lyra (PSDB) e Priscila Krause (DEM), esta última escolhida para ler o manifesto lançado pelo bloco. Os principais postulantes da oposição ao governo, Armando Monteiro Neto (PTB) e Fernando Bezerra Coelho (PMDB), ficaram no centro da mesa, o primeiro de azul, o segundo de branco, mas o cerimonial fez questão de misturar os palanques. As pessoas mais ligadas a Armando ficaram ao lado de Fernando Bezerra. E os mais próximos de FBC sentaram ao lado de Armando. 

Os ministros Fernando Filho (Minas e Energia) e Mendonça Filho (Educação), sentaram ao lado de Armando, à direita. Bruno Araújo (PSDB), que comandou a pasta de Cidades, ficou no meio dos ministros. “Estou tremendo”, disse Carlos Augusto, explicando estar emocionado com a grandiosidade do evento. Carlos preside o PV, recentemente rompido com Paulo Câmara. “Não foi fácil a decisão que tomamos na semana passada”. 

Para o ex-governador João Lyra (PSDB), vice de Eduardo Campos por dois mandatos, “nunca houve um início de movimento político da oposição com tantas lideranças, como as que estão aqui”. “Vamos nos unir para colocar Pernambuco em primeiro lugar. Daqui desta mesa, vamos eleger o próximo governador de Pernambuco”, acrescentou.   

Vestido de verde escuro, o único que se colocou como pré-candidato foi o ex-prefeito Elias Gomes (PSDB), porém ninguém mais se apresentou desta forma. O líder da oposição da Assembleia Legislativa, Silvio Costa Filho (PRB), esteve presente à solenidade, mas seu pai, Silvio Costa (Avante), que postula sair como candidato ao Senado numa chapa apoiada pelo PT, não participou. 

O vereador André Régis (PSDB) foi escalado para apresentar os índices negativos de Pernambuco em dados mostrados em planilhas, num telão. Ele explicou didaticamente o que, na avaliação do grupo, tem feito Pernambuco perder espaço para estados como o Ceará e a Bahia. “Pernambuco vai mal. A cada ano perdemos a competitividade. Na gestão fiscal, estamos em 22º lugar dos 26 estados”, declarou, mostrando na planilha que o Ceará ocupa a 1º posição. “Nós somos acostumados com a crise, com as adversidades, mas o que nunca se viu foi ver o estado como está reagindo agora, aliás, sem reagir (…) Não adianta repetir o nome de quem não está mais aqui. Queremos construir algo novo. Com exceção de 2010 e talvez 2014, nunca começamos uma campanha com tantos partidos e muitos ainda estão aguardando seu tempo”, declarou o ministro Fernando Filho, que pouco antes havia sido alvo de protestos por defender a privatização da Chesf. 

Para Bruno Araújo, o estado vive momentos de “apagão”, termo curiosamente usado contra o ex-governo de Fernando Henrique, que pertence ao PSDB. “Pernambuco sempre foi muito firme, mas temos agora um governo que sumiu, desapareceu. Esse apagão fez com que a mesma sociedade se organizasse para discutir o futuro”, declarou Bruno Araújo (PSDB). 

Segundo Bruno, o PSB apoiou o impeachment da presidente Dilma Rousseff, mas resolveu deixar de apoiar o governo de transição de Michel Temer por ciumeira dos aliados Fernando Bezerra e Fernando Filho, este último indicado como ministro. O tucano acrescentou que, ao contrário de Paulo Câmara, não olhou coloração partidária para priorizar investimentos, mas sim, a apresentação de projetos.

Armando Monteiro Neto (e) e Fernando Bezerra Coelho disseram que, no momento, o importante não é escolher o nome para disputar o governo do estado, mas o projeto. Foto: Nando Chiappetta/DP

O senador Fernando Bezerra (PMDB) falou antes de Armando Monteiro Neto, com o braço direito levantado para o alto, sorridente, tão empolgado que estava com o rosto vermelho. “Vejo Pernambuco inteiro aqui, do Sertão ao Agreste. O sentimento que nos trouxe todos aqui é o sentimento de mudança. Vamos fechar mais de três anos e Pernambuco está com a autoestima prejudicada e triste. Pernambuco hoje é campeão do desemprego”, discursou. “Como disse João Lyra, somos de uma frente que foi formada por dois prefeitos (de Petrolina e de Caruaru) e agora temos essa enorme frente (da oposição). Chegou a hora de encerrar esse ciclo político (de Paulo Câmara), de virar a página. O projeto que está ai já deu o que tinha que dar” completou. FBC frisou que, em janeiro, o próximo evento dos oposicionistas será em Petrolina. 

Segundo Mendonça Filho, a frente de oposição entendeu “o sentimento do povo pernambucano”, que pode ser sintetizado como um “basta na incompetência e na omissão”. Ele lembrou que, nesse atual palanque, há inclusive nomes que apoiaram os governos do PT, mas que não aceitaram a gestão de Paulo Câmara. “Vamos discutir como vamos formar e construir essa caminhada. Sou um soldado, um jogador para qualquer posição”, colocou-se.

O irmão do ex-governador Eduardo Campos, Antônio Campos (Podemos), sentou-se na mesa principal, foi chamado para discursar, mas a defesa da memória do ex-governador Miguel Arraes (PSB) não entusiasmou a plateia como alguns esperavam. Até porque grande parte do bloco defende a privatização da Chesf, o que Arraes sempre foi contra. “O que está aí (o governador) traiu a bandeira de Eduardo Campos e Miguel Arraes”, discursou. Antônio Campos ressaltou que Eduardo monitorava pessoalmente a segurança e mantinha diálogo aberto com as cúpulas da PM e com os praças. A frente anunciada é composta pelo Podemos, PRB, PV, PMDB, PTB, PRTB, PSDB e DEM. O único que ainda pode sair do controle dos oposicionistas é o PMDB, que enfrenta uma disputa interna para ver quem fica no seu comando em Pernambuco.

Michel Temer não foi citado

Para não dar brecha aos adversários de rotular o palanque como aliado de Michel Temer (PMDB), o nome do presidente sequer foi citado no evento da oposição. O único a lembrar o  governo federal, mas sem citar Temer, foi o senador Armando Monteiro Neto (PTB). Durante o discurso, o parlamentar fez questão de dizer que “não ajudou a construir” o atual governo (o senador votou contra o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff/PT). “Eles ajudaram (o PSB), mas eu voto todas as vezes que esse governo apresenta um projeto ou uma iniciativa de interesse do país”, assegurou o petebista.

Armando Monteiro foi mais além ao dizer que a luta política tem que ter limites e que episódios partidários não devem ficar acima dos interesses do Brasil. “Esse governo (federal), apesar de todo estigma, tem gerado iniciativas que são importantes para o país”. O senador também ressaltou a atuação dos ministros pernambucanos que, na avaliação dele, “deram e vêm dando uma contribuição muito importante para o estado”, frisou.

Entre os líderes do movimento, o petebista foi o último a discursar. Antes dele, no primeiro depoimento do evento, o ex-prefeito de Jaboatão dos Guararapes Elias Gomes (PSDB) saudou os demais integrantes da mesa, onde também estava o ex-ministro das Cidades e presidente estadual do PSDB, Bruno Araújo, citando o nome de Armando Monteiro.

Protesto

Do lado de fora da Arcádia do Paço Alfândega, a Central Única dos Trabalhadores (CUT-PE) e os movimentos sociais aproveitaram a presença dos senadores Armando Monteiro Neto (PTB) e Fernando Bezerra Coelho (PMDB), do ministro da Educação, Mendonça Filho (DEM) e do deputado federal Bruno Araújo (PSDB) para protestar contra a reforma da Previdência. Enquanto os convidados chegavam para o encontro da oposição, os manifestantes gritavam palavras de ordem contra a proposta da reforma previdenciária e as privatizações das estatais brasileiras. 

Outro grupo se posicionou na entrada principal dentro do prédio. Integrantes do Sindicato dos Urbanitários de Pernambuco (Sindurb-PE) fizeram um protesto para alertar as pessoas que chegavam ao local sobre a possibilidade de venda da Chesf. O objetivo da manifestação, de acordo com o presidente do Sindicato do Bancários, Fabiano Meira, foi de pressionar os parlamentares pernambucanos a se posicionarem contra a reforma da previdência e as privatizações. 

Questionado sobre a presença dos sindicalistas, o ministro de Minas e Energia, Fernando Filho, disse achar a movimentação natural. Ele disse, ainda, já ter atendido o grupo em outra ocasião, mas que ontem não conversou com os manifestantes porque estava em um encontro político.

Fonte: Diário de Pernambuco


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